
A integração, de acordo com Minidicionário Aurélio é definida como incorporação, tornar-se parte integrante, inteiro, complementação. Integração também significa juntar. Falando em termos empresariais, é uma ação que toda empresa deveria adquirir e praticar com seus colaboradores.
Integrar é uma forma de estimular o funcionário, dar motivação, tornando o ambiente de trabalho agradável para que assim se produza mais. De acordo com Karina Pimentel:
“Se antes era necessário motivar os profissionais, hoje é preciso ir além e buscar o comprometimento e engajamento dos mesmos. Isso faz com que as organizações despertem para a relevância da obtenção de ambientes positivos, onde os funcionários e os grupos possam encontrar condições favoráveis para trabalharem mais eficazmente e, principalmente, felizes”. (PIMENTEL, 2011)
O gestor que escolhe uma forma de integração deverá fazê-la de forma correta, para que ela saia da teoria à prática e atinja os objetivos traçados. Uma escolha errada, somada a correria do dia a dia de uma empresa, pode impedir que essa atividade de integração seja aplicada e seja deixada de lado por não parecer importante. Esquece-se, muitas vezes, que uma equipe coesa e unida trabalha melhor.
Nas aulas do curso de pós-graduação em MBA Gestão em Negócios, na UNISUL – Universidade do Sul de Santa Catarina, o professor da disciplina de Integração e Competência Pessoal, Prof. Msc. João Geraldo Campos, utilizou algumas atividades integradoras com a turma. Essas atividades fizeram com que o grupo interagisse melhor e contribuísse para o enriquecimento das 30 horas/aula, atingindo assim, o objetivo maior do curso – troca de experiências.
No primeiro dia de aula ou de trabalho algumas pessoas encontram dificuldades de relacionamento. Quebrar a barreira da timidez para muitos é uma tarefa quase impossível.
Ao iniciar as aulas, Geraldo teve uma tarefa extremamente difícil: integrar a turma. Fazer com que seus alunos se conhecessem e soubessem de seus defeitos e qualidades.
Como primeira atividade, o professor pediu para que os alunos se levantassem das cadeiras e saíssem pela sala à procura de nove colegas, perguntando o nome, colhendo informações de cada um sobre uma qualidade e um defeito e repassando-lhes essas mesmas informações a nosso respeito. Essa atividade serviu para quebrar o gelo, sair da zona de conforto – a cadeira – e interagir com desconhecidos.
Com isso, além dele desenvolver a liderança por meio de vivências de integração, foi criando uma sinergia necessária entre as pessoas presentes, estimulando a comunicação, a cooperação e a troca de experiências para serem parceiros e atingirem melhores resultados em sala de aula. Trazendo esse assunto ao ambiente empresarial, principalmente quando chegam novos funcionários, ou trocas de setores, nota-se a importância da integração fazendo com que essa ‘quebra do gelo’ entre colegas traga para a empresa os resultados esperados.
Outra atividade desenvolvida pelo professor foi a de desatar nós humanos, onde os alunos ficaram em um círculo, aproximaram-se e tiveram que pegar nas mãos de um colega que estivesse à sua frente. Essa ação fez com que se formasse um grande nó humano. No próximo passo da tarefa, os participantes tiveram que retomar a posição do círculo sem soltar as mãos. O interessante dessa atividade é o entrosamento que provoca na turma, estimulando o trabalho em equipe para o atingimento do objetivo comum: desatar os nós. E como se percebeu, era impossível retomar a posição original, sem a colaboração de todos os membros do grupo.
Transportando novamente a atividade desenvolvida nessa aula para o ambiente empresarial, percebe-se que é exatamente esse trabalho em equipe que deve ocorrer nas organizações. Pois, da mesma forma que em sala de aula, no trabalho esses funcionários são submetidos a desafios e devem buscar soluções eficientes e eficazes para resolução dos problemas.
Ao finalizar esse estudo, verificamos que as atividades desenvolvidas dentro e fora da sala de aula contribuíram de forma preponderante para a integração da turma. Assim como essas atividades podem ser aplicadas perfeitamente nas mais variadas organizações, buscando a integração dos funcionários e estimulando o trabalho em equipe. Desta forma, boas relações no trabalho ou na escola, trarão consequentemente, resultados de qualidade.
Mais do que possibilitar a integração de um novo membro a um grande grupo, ou de novos grupos, as atividades dão a sensação de transparência e segurança para a execução das atribuições do indivíduo. Ao se conhecer as qualidades e fraquezas dos demais, um colega saberá, por exemplo, a quem recorrer quando precisar de apoio e os outros também saberão quando poderão contar com ele.
Outro ponto importante, e que envolve diretamente os líderes que se utilizam das práticas de integração, é ampliar o conhecimento sobre cada membro da equipe. Ele se sentirá melhor para poder direcionar futuras capacitações, reforçar o treinamento onde for preciso e necessário e dar oportunidades e atribuições que estejam de acordo com a capacidade e potencial de cada um. Por sua vez, o liderado se sentirá muito mais motivado pelo processo transparente e justo, o que permitirá que ele desenvolva o seu melhor potencial.
Referências Bibliográficas
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Minidicionário Aurélio. 1ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1977.
PIMENTEL, Karina. A importância da qualidade das relações humanas nas organizações. Disponível em. Acesso em: 15 out. 2011.
Equipe: Scheila Trento e Marciano da Silva Vieira
Referências Bibliográficas
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Minidicionário Aurélio. 1ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1977.
PIMENTEL, Karina. A importância da qualidade das relações humanas nas organizações. Disponível em
Equipe: Scheila Trento e Marciano da Silva Vieira
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