UNISUL - UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA
MBA EM GESTÃO DE NEGÓCIOS
DISCIPLINA: INTEGRAÇÃO E COMPETÊNCIA PESSOAL
DATA: 21/10/2011
EQUIPE: DAIANI RAMOS COELHO, TAMIRIS VANIER
QUAREZEMIN, TIAGO LUIS DE CASTRO, VIVIANE APARECIDA MARTINS CARDOSO
ARTIGO
Resumo
Desenvolver
as competências deve ser sempre o primeiro objetivo de uma empresa, pois
dominando tais competências a empresa consegue garantias de um bom desempenho
no mercado não só nos dias atuais, mas estará também garantindo este bom
desempenho no futuro.
Nesse contexto, a gestão por competências sugere
uma nova forma de organizar a Gestão de pessoas da empresa frente às novas
necessidades impostas pelo ambiente empresarial, ajudando diversas organizações
a alavancarem o desempenho de seus colaboradores e tornando a empresa eficiente
e eficaz para vencer a competitividade do mundo globalizado em que vivemos.
Palavras
chaves: Competência, Gestão, Estratégia.
1. Introdução
A palavra competência possui diversas definições
dependendo da cultura, dos valores, da visão e das experiências de cada um,
entretanto, se compararmos os diversos sentidos da competência e estudarmos a
fundo o seu significado, poderemos observar que, apesar das diferentes
definições, o sentido da palavra é único.
Assim, organizações e pessoas estarão lado a lado,
propiciando um processo contínuo de desenvolvimento de competências,
preparando-os para enfrentarem novos desafios profissionais e individuais. E as
pessoas, por sua vez, desenvolverão suas capacidades individuais, transferindo-as
para a organização.
2.
Competência

Numa
era de mudança, na qual já vivemos há alguns anos, o mundo empresarial está
moldado às estruturas, estratégias e culturas empresariais. Em um ambiente em
constante transformação, as empresas estão se reinventando para competir melhor
na hora da verdade com base nos novos paradigmas, da globalização e revolução
tecnológica que impactam no mundo do trabalho.
Na
corrida pela sobrevivência, no concorrido cenário, observado nas ultimas
décadas, mudanças profundas aconteceram nas políticas, nas práticas e processos
de administração de pessoas, que evoluíram para o modelo de gestão de pessoas.
O
termo gestão está ligado à administração de pessoas para a dimensão
estratégicas das organizações. Sendo assim as organizações que se
estruturam na Gestão da competência, utiliza-se de banco de talentos que
permitem à empresa desenhar um plano estrégico do seu potencial humano,
servindo de base para diversas decisões gerenciais, tais como, o uso de
critérios objetivos e justos na escolha de profissionais para participação em
processos sucessórios, elaboração de planos de treinamento e desenvolvimento
com base nas competências possibilitando o alcance de resultados em menor prazo
e esforço.
Segundo
GRAMIGNA (2002), o conceito de competência, é o conjunto de características
percebidas que envolvem um desempenho superior, comportamentos observáveis e
mensuráveis relacionados ao trabalho.
Os componentes da Gestão por competências são:
* Conhecimento: é o “saber” adquirido, o conhecimento
técnico, os conceitos e as teorias;
* Habilidade: é o saber fazer, colocar em prática.
* Atitudes: está ligada à sua personalidade.

A
Gestão por competência demonstra permitir o alinhamento entre os objetivos
estratégicos e os esforços individuais de capacitação e aplicação das
competências. A alta competitividade obriga as empresas que querem sobreviver
com algum diferencial, a maximizar a capacidade produtiva e buscar resultados
através do desempenho de suas equipes. Os investimentos em tecnologias de
última geração, o preço do produto ou serviço e a marca, não são mais fatores
de decisão. Estão ganhando a preferência aquelas empresas onde as pessoas
demonstram estar preparadas para exercer sua função de forma diferenciada.
PRAHALAD
e HAMEL (1995) desenvolveram o conceito de competências essenciais, que são
aquelas capazes de diferenciar uma organização perante a concorrência e o
mercado, uma vez que são difíceis de serem imitadas e promovem vantagem
competitiva. Mas quais questionamentos devemos fazer para identificarmos essas
competências essenciais?
1) Por quanto
tempo conseguiremos manter o nosso negócio se não controlarmos esta
competência?
2) Quais oportunidades futuras poderemos perder se
não tivermos esta competência?
3) Esta competência facilita o acesso para outros
mercados?
4) Quais benefícios aos clientes giram em torno desta
competência?
Segundo PRAHALAD (1995), há oito mudanças
fundamentais nas empresas para reavaliação das competências essenciais:
1 -
Globalização - É
necessária a busca incessante por novos
mercados;
2 - Desregulamentação e privatização -
Forte tendência a fusões e
aquisições, a maioria das empresas vai tornar-se regional, nacional e
internacional;
3 - Volatilidade - As empresas são obrigadas a criar
"fábricas flexíveis", que possam atender diversas unidades de
negócio;
4 - Convergência - A convergência de várias tecnologias representa uma
importante mudança;
5 - Fronteiras tênues entre os setores - Em conseqüência das convergências, fica cada vez mais
difícil fazer a separação entre empresas industriais e empresas de bens de
consumo;
6 - Padrões - Mudança de paradigmas, novos setores produzem novos padrões para
acompanhar a evolução do mercado;
7 - Fim da intermediação - redução da distância entre o produtor e o usuário final. Novos
canais de distribuição surgindo, diminuindo assim, intermediários na cadeia de
distribuição;
8 - Consciência ecológica - As empresas mudarão de uma perspectiva orientada para
o mero cumprimento da lei para uma postura impulsionada pelas oportunidades de
negócios que levem em consideração as questões ambientais.
Segundo GUSTAVO E MAGDALENA BOOG (2002),
competências profissionais constituem um dos principais pilares de uma
organização, sua gestão representa o elemento catalisador das estratégias de
capital humano. A Gestão por Competência preocupa-se com o desdobramento das
estratégias em conhecimentos, habilidades e comportamentos. Ela busca a
integração dos diferentes tipos de
competências, tendo como objetivo entender, organizar, disseminar o
conhecimento ligado ao negócio e as estratégias da empresa.
2. Considerações do Grupo
Com
o advento de novas tecnologias e metodologias diferenciadas de trabalho, e em
face da diversidade da mão-de-obra, clientes, fornecedores e parceiros, bem
como da globalização, muitos procedimentos e paradigmas estão sendo
redefinidos, a fim de abrir espaço para novas idéias, formas estratégicas e
maneiras de administrar as pessoas nas empresas, observando-se, assim, um
aumento na demanda por profissionais qualificados.
Em
função destas mudanças, estão ocorrendo fusões entre as várias tecnologias
existentes, tais como: ferramentas da web alinhadas para aplicativos em
televisores com tecnologia hdmi, operadoras de telefonia atuando em conjunto
com empresas de TV por assinatura e acesso web. Fusões entre grandes empresas
visando uma vantagem competitiva no mercado mundial.
A
convergência entre diversas tecnologias como anunciava PRAHALAD (1995) é uma
realidade muito comum atualmente e cada vez mais presente no cotidiano das
pessoas, pensando do ponto de vista profissional, as empresas estão buscando
colaboradores com competências que supram esta nova realidade de mercado.
Um
exemplo dessa nova realidade está no fato de um profissional da área comercial,
há alguns anos atrás, ter uma mesa com computador, e saber que no final da
semana ficaria uma tarde inteira dentro de uma sala de reuniões, juntamente com
todo o resto da equipe para debater as ações realizadas durante a semana. Dentro
da realidade atual, e dessa nova visão de mercado, as empresas estão cada vez
mais flexíveis, buscando dinamizar todos os processos, daí o conceito de
“home-office”, onde as empresas conseguem reduzir os seus gastos com
infraestrutura, não só abrangendo apenas as capitais, mas sim diversos pontos
dos estados, transformando desta forma uma empresa local em regional e
nacional.

Uma
pessoa adquire ao decorrer da vida, uma série de conhecimentos, que são lições,
aprendizados técnicos e teóricos que servem como embasamento para a sua vida
pessoal e profissional. Tais conhecimentos, não são adquiridos exclusivamente
dentro do ambiente acadêmico, são fomentados também no seu ambiente familiar,
amigos, local onde reside, influências da mídia e Internet.
A
facilidade do acesso à informação, as diversas formas de comunicação existentes
no cenário virtual, como exemplo: twitter, facebook, google, fazem com que as
pessoas passem a atuar de maneiras diferentes de outros tempos.
Já estão evidentes as transformações dos
atuais profissionais, a forma estratégica com que tomam as decisões e promovem
a resolução dos problemas de forma objetiva e qualitativa. Sendo assim fica
claro a importância da aceitação e a demonstração de confiabilidade da empresa
no potencial inovador destes profissionais.
Investir em pessoas ainda é um receio das organizações de
hoje, pois o retorno deste investimento não pode ser mensurado ou calculado em
espécie, exemplo básico é a compra de uma máquina, que além de ser uma
ferramenta de trabalho ainda é contabilizada com bem tangível. É necessário
entender que o mais importante é desenvolver o profissional, dar oportunidades
para que ele questione, crie, erre e cresça junto com a organização e que ambos
sigam juntos rumo a um mesmo objetivo organizacional.

Portanto,
os profissionais de um futuro muito próximo deverão ser tratados de forma
diferente pelas organizações, para que as mesmas, não afugentem um talento em
função de pensamentos retrógrados.
Acredita-se
que estas mudanças, estejam sendo percebidas pelas organizações, que por sua
vez, influenciam a atividade da direção, que procura empregar ferramentas de
gestão mais adequadas para a melhor obtenção de resultados.
Referências
BOOG,
Gustavo e Magdalena. Manual de Gestão de Pessoas e equipe: estratégias e
tendências. São Paulo. 2002.
NERI, Aguinaldo A. (Org.). Gestão de RH por competências e a
empregabilidade. Campinas,
São Paulo. 2005.
PRAHALAD, C.K., HAMEL, Gary - Reexame
de Competências - publicado na
revista HSM Management em 17 Novembro 1999.
GRAMIGNA, Maria Rita Miranda. Modelos
de competências e gestão dos talentos. São Paulo: Makron Books, 2002.
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